25 outubro 2016

MALEDICÊNCIA, VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA?

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I Pedro 2:1,2 - “DESPOJANDO-VOS, PORTANTO, DE TODA MALDADE E DOLO, DE HIPOCRISIAS E INVEJAS E DE TODA SORTE DE MALEDICÊNCIAS, DESEJAI ARDENTEMENTE, COMO CRIANÇAS RECÉM-NASCIDAS, O GENUÍNO LEITE ESPIRITUAL, PARA QUE, POR ELE, VOS SEJA DADO CRESCIMENTO PARA SALVAÇÃO”.

MALEDICÊNCIA - Você sabe o que exatamente significa isso? - Maledicência é o hábito de falar mal de tudo ao nosso redor. Existe gente que é exatamente assim. Passa o dia falando mal das pessoas com quem convive, das coisas com as quais lida e reclamando da vida de um modo geral. 

A LÍNGUA VIVE DO CORAÇÃO

A língua é um órgão do coração. Apesar de não haver qualquer ligação anatômica, língua e coração são inseparáveis, isto é, a língua vive do coração.

Tiago 3:11-12 – ACASO PODEM SAIR ÁGUA DOCE E ÁGUA AMARGA DA MESMA FONTE? - MEUS IRMÃOS, PODE UMA FIGUEIRA PRODUZIR AZEITONAS OU UMA VIDEIRA, FIGOS? DA MESMA FORMA, UMA FONTE DE ÁGUA SALGADA NÃO PODE PRODUZIR ÁGUA DOCE.

O maledicente, quem não sabe conversar com graça e amor, quem não usa palavras temperadas com sal visando edificação, pode estar enganando a si mesmo. Achando-se salvo, está, ao contrário, perdido.

A BATALHA DO CORAÇÃO:

Na Bíblia o “coração” é o núcleo da personalidade humana, ele é a essência do que nós realmente somos, é a fonte dos nossos desejos, é o que nos guia, é o que nos dirige. Isso significa que a forma como nós reagimos ou nos comportamos, seja em palavras ou posturas, é sempre uma reação do coração aos estímulos exteriores, interpessoais e circunstanciais.

Provérbios 4:23 – ACIMA DE TUDO, GUARDE O SEU CORAÇÃO, POIS DELE DEPENDE TODA A SUA VIDA.

O coração não regenerado, cheio de si, jamais busca aprender de Deus e muito menos do próximo. O desejo dele é expor o seu íntimo. Fazer de sua palavra a palavra final de revelação.

RESUMINDO LINGUA E CORAÇÃO:

A língua vive do coração. Portanto, guarde (sitie, proteja, observe, policie) o coração. Trate do coração. Mude antes o coração para você ver mudanças em suas palavras e posturas.

COMBATENDO A MALEDICÊNCIA

Maledicência e mau uso das palavras é pecado grave. Grave não porque exista uma categoria para medir pecados, mas porque revela do que está cheio o nosso coração. Esse combate não é fácil, mas é possível.

Recorra ao e reconheça o poder do novo nascimento (FÉ)

Tiago 1:18 – POR SUA DECISÃO ELE NOS GEROU PELA PALAVRA DA VERDADE, A FIM DE SERMOS COMO QUE OS PRIMEIROS FRUTOS DE TUDO O QUE ELE CRIOU.

Receba brilho da Palavra de Deus (ESPERANÇA)

Isaias 50:4-5 – O SOBERANO, O SENHOR, DEU-ME UMA LÍNGUA INSTRUÍDA, PARA CONHECER A PALAVRA QUE SUSTÉM O EXAUSTO. ELE ME ACORDA MANHÃ APÓS MANHÃ, DESPERTA MEU OUVIDO PARA ESCUTAR COMO ALGUÉM QUE ESTÁ SENDO ENSINADO. - O SOBERANO, O SENHOR, ABRIU OS MEUS OUVIDOS, E EU NÃO TENHO SIDO REBELDE; EU NÃO ME AFASTEI.

Reabasteça-se e regozije-se na soberana graça de Deus (AMOR)

Isaias 53:7-8 – ELE FOI OPRIMIDO E AFLIGIDO; E, CONTUDO, NÃO ABRIU A SUA BOCA; COMO UM CORDEIRO FOI LEVADO PARA O MATADOURO, E COMO UMA OVELHA QUE DIANTE DE SEUS TOSQUIADORES FICA CALADA, ELE NÃO ABRIU A SUA BOCA. - COM JULGAMENTO OPRESSIVO ELE FOI LEVADO. E QUEM PODE FALAR DOS SEUS DESCENDENTES? POIS ELE FOI ELIMINADO DA TERRA DOS VIVENTES; POR CAUSA DA TRANSGRESSÃO DO MEU POVO ELE FOI GOLPEADO.

Nós só venceremos a maledicência e aprenderemos a usar bíblica e graciosamente as nossas palavras quando aprendermos a viver com fé, esperança e amor. Pedro sabia disso.

1Pedro 2:22-25 – ELE NÃO COMETEU PECADO ALGUM, E NENHUM ENGANO FOI ENCONTRADO EM SUA BOCA. - QUANDO INSULTADO, NÃO REVIDAVA; QUANDO SOFRIA, NÃO FAZIA AMEAÇAS, MAS ENTREGAVA-SE ÀQUELE QUE JULGA COM JUSTIÇA. - ELE MESMO LEVOU EM SEU CORPO OS NOSSOS PECADOS SOBRE O MADEIRO, A FIM DE QUE MORRÊSSEMOS PARA OS PECADOS E VIVÊSSEMOS PARA A JUSTIÇA; POR SUAS FERIDAS VOCÊS FORAM CURADOS. - POIS VOCÊS ERAM COMO OVELHAS DESGARRADAS, MAS AGORA SE CONVERTERAM AO PASTOR E BISPO DE SUAS ALMAS.


Portanto, Busque a fé, a esperança e o amor em Cristo Jesus.

19 outubro 2016

ESPOSA DE PASTOR: PESO OU PRIVILÉGIO?

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Como equilibrar as tarefas e estar presente na vida da comunidade, sem se sentir sobrecarregada.

Ser esposa de pastor na contemporaneidade tornou-se um desafio diferente de alguns anos atrás. Certa vez, um casal de amigos, cujo marido era pastor, me contou como ocorreu a negociação para "ele assumir" o pastorado em uma nova igreja. A pergunta-chave foi: "O que a sua esposa sabe fazer?" O pastor-candidato retrucou: "Como assim?" Então, o interlocutor foi mais explícito no questionamento: "Ela sabe tocar piano? Ensinar no departamento infantil? Já foi líder do departamento de senhoras? Gosta de hospedar pessoas? Enfim, ela é um braço direito no seu ministério?"

Se essas perguntas fossem feitas no mundo corporativo e no mercado de trabalho em geral, surgiria logo a questão principal: 'Quem está sendo contratado, o pastor ou sua esposa?' Mas, no mundo eclesiástico, percebemos facilmente que esse questionário é uma realidade ainda em nossos dias. Talvez, nos tempos atuais, a pergunta não fique restrita somente a tocar piano, ensinar e dirigir, mas também a pregar e trabalhar para ajudar nas despesas da família – afinal, é bom ter o trabalho de dois e pagar somente a um.


Diante dessa realidade, algumas esposas de pastores têm-se sentido sufocadas com tantas cobranças feitas a elas no meio eclesiástico. A sensação é de estar exposta em uma vitrine 24 horas por dia, como se não fossem mulheres normais, com tensão pré-menstrual, conflitos, medos, perdas etc. Por outro lado, nenhuma igreja gosta de ter uma "pastora" que não participa em nada da igreja: a esposa do pastor deve ser alguém que sempre está pronta a servir a comunidade e dar bons exemplos. E aí começa o grande dilema – equilibrar as tarefas de modo a se fazer presente na vida da comunidade, sem se sentir sobrecarregada.


O fato é que nossas igrejas têm colocado expectativas irreais em relação as esposas dos pastores, cobrando-as sem valorizá-las. Por exemplo: são poucas as igrejas que fazem homenagem e dão presentes às esposas de seus pastores no dia do aniversário delas, porém, ao mesmo tempo exigem que sempre estejam bem vestidas, bonitas, cheirosas e de bom humor.


Algumas igrejas até dão presentes, mas para casa e não para uso pessoal, valorizando assim o lar e não a pessoa em si. Por outro lado, vemos esposas frustradas por trabalharem tanto e não serem reconhecidas, e ainda escutando frases como "é obrigação dela fazer isso e aquilo."

"JOGO DE DESILUSÕES"

Como igreja, precisamos reformular o conceito de esposa de pastor, nos posicionando, antes de qualquer coisa, como serva de Deus – tenha ou não um chamado ministerial. O que não convém é continuar com esse "jogo de desilusões" de ambas as partes, pois isso não agrada ao Senhor. Se você, querida leitora, é esposa de pastor e não se sente "pastora", deixe isso bem claro para a sua comunidade. Mas também esclareça de que maneira você servirá ao Reino, pois o grupo no qual você está inserida se alegra em dizer o que você faz – afinal, somos missionários ou um campo missionário.

Você pode ser uma bênção para sua igreja em sua profissão, como médica, psicóloga, enfermeira, fisioterapeuta, dentista, dona de casa ou qualquer outra atividade. O que importa é alcançar a honra do Senhor e depois dos irmãos na comunidade que Deus escolheu para você e seu esposo. Nada mais valioso para um pastor e sua comunidade do que ver sua família servindo ao Senhor, isso não tem preço, requer tempo e disponibilidade do casal a quem Deus tem confiado isso. Em 1 Timóteo 5.8, PAULO ENSINA QUE SE ALGUÉM NÃO TEM CUIDADO DOS SEUS E ESPECIALMENTE DOS DA PRÓPRIA CASA, TEM NEGADO A FÉ E É PIOR DO QUE O DESCRENTE. Nunca entendi por que tanta cobrança em cima da esposa do pastor, se a Bíblia é clara sobre a responsabilidade pastoral em relação à sua família.


Para algumas esposas de pastores que conheço, essa função é uma honra e alguns a consideram uma felizarda por ser casada com um ministro celestial e receber o título de primeira-dama. Porém, para outras, tem sido um peso quase insuportável, chegando algumas a adoecerem, sofrendo de males como depressão, gastrite e câncer. O motivo dessas enfermidades, com frequência, é que as mulheres nem sempre se preparam para casar, muito menos para se casarem com pastores. Estão despreparadas para enfrentar a dinâmica eclesiástica com suas cobranças sem muitos esclarecimentos.


Jim Rohn diz: Ninguém planeja fracassar. As pessoas fracassam por não planejar. Mas, como planejar as expectativas dos outros sobre você? Como elenca Glória Lindsey Trotman, em seu livro Surpresas de uma vida incomum, em geral a esposa de pastor tem dentro dela algumas perguntas que não querem calar, como: Quem estabeleceu tantas regras? Quais são essas regras? Quando entram em vigor? Onde as regras estão escritas? Como conhecê-las? Por que ninguém contou isso antes?

São perguntas como essas que adoecem a primeira-dama, levando-a algumas vezes a ter vontade de 'sumir' por carregar tanto peso, pois as "respostas" nem sempre são satisfatórias. As crises chegam, e é nesta hora que ela necessita de firmeza para enfrentar algumas ciladas comuns na vida de uma esposa de pastor. Aqui, elenco algumas dessas armadilhas:


PERDA DO NOME: A esposa do pastor precisa ter firmeza de quem ela realmente é, pois seu nome de nascimento é substituído pela nova função que recebeu: esposa de pastor. O que ela não deve perder é a sua identidade de mulher. Muitas vezes é apresentada sem ter seu nome próprio citado, mas como esposa do pastor fulano de tal. Nestas ocasiões, é importante que seu cônjuge, sem agressão, faça uma nova apresentação citando o nome próprio dela. Afinal, antes desta função, ela já era uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, e amada por Ele: À SUA IMAGEM, À IMAGEM DE DEUS O CRIOU; HOMEM E MULHER OS CRIOU (Gn 1.27). Deus abençoou os dois, macho e fêmea.

Da mesma maneira que o homem, a esposa de pastor também é citada em Mateus 10.30, quando Jesus diz que até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Podemos ver e sentir neste texto da Palavra de Deus, o quanto Ele olha para a singularidade de suas filhas também. E, para completar a construção da autoestima da esposa de pastor, ela nunca pode esquecer que o sacrifício na cruz do Calvário também foi por ela. Outro fato interessante é observar que algumas vezes o pastor também perde seu nome de registro, porém, é trocado por um título bem espiritual: pastor, enquanto a esposa tem seu nome trocado por uma função.


EXPECTATIVAS IREAIS: Viver em função das expectativas dos outros não fácil. Todo ser humano gera expectativas irreais em relação ao próximo, o que pode levar a sérios desgastes físicos e emocionais de ambas as partes. O esposo que tem suas expectativas físicas, emocionais e espirituais em relação a sua amada, os filhos esperam muita ajuda e compreensão da mãe, a igreja espera ações e reações da esposa do pastor que, tantas vezes, ela nem sonha quais são.

Nestas horas, a esposa de pastor deve ter sabedoria para identificar o que vem de Deus e o que vem de caprichos humanos, para não se deixar levar de um lado para outro e esquecer que ela também tem expectativas reais em relação a si mesma e aos que com ela convivem diariamente. É fundamental, ao detectar que a expectativa não é divina, e sim humana, dizer não para todos e sim para ela mesma.


Lembro-me de um episódio que aconteceu com nosso filho mais velho quando era criança. Após a Escola Bíblica Dominical (EBD), as crianças corriam num espaço anexo do templo, enquanto nós, adultos, conversávamos em reuniões infindáveis. A professora dele disse, em claro e bom som: "Você é filho de pastor, não pode ficar correndo aqui, tem de dar bom exemplo para as outras crianças". Naquela hora, o sangue me subiu todo para a cabeça, me levantei, respirei fundo, pedi sabedoria ao Senhor e fui até a professora que, sorrindo, me confirmou o que dissera e que eu já havia escutado. Chamei-a em um canto e expliquei que meu filho era uma criança normal, tinha saúde e energia e gostava de correr como as demais crianças. Pedi a ela que comentários como aqueles não fossem mais feitos. Ela ainda insistiu por um tempinho, mas depois concordou e começou a elogiar o meu filho, dizendo que ele era um excelente aluno na EBD. São em situações dessa natureza que necessitamos de sabedoria e palavras mansas para desviar o furor de algumas pessoas com expectativas irreais concernentes à família pastoral.


ESTRESSE FINANCEIRO: A grande maioria das esposas de pastores deveriam fazer cursos de como administrar pouco dinheiro e manter a casa sempre suprida de tudo. Afinal, em alguns casos, as visitas na casa pastoral são constantes e inesperadas. Ela também deve fazer milagres para vestir bem toda a família e a ela mesma. A igreja pode se fazer presente também neste cuidado em vestir a família pastoral.

Recordo-me as muitas vezes que minha família foi e é abençoada com presentes, que nem mesmo pedimos ao Senhor, mas Ele, na sua infinita bondade, providencia para nós. Alguém já comentou que a família pastoral é como um aquário. Constantemente há pessoas observando se está tudo bem e bonito. Como todo cristão que honra o nome do Senhor com suas primícias, a família pastoral também deve fazê-lo e de bom grado: HONRA AO SENHOR COM OS TEUS BENS E COM AS PRIMÍCIAS DE TODA A TUA RENDA; E SE ENCHERÃO FARTAMENTE OS TEUS CELEIROS, E TRANSBORDARÃO DE VINHO OS TEUS LAGARES. (Pv 3.9-10). É importante o controle das finanças no lar pastoral, para que não venha a envergonhar o nome do Senhor. Porque, algumas vezes, podemos cair na cilada financeira de 'comprarmos o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para provar ser o que não somos à pessoas que não gostamos'. O texto de Provérbios 15.16 diz que MELHOR É O POUCO, HAVENDO O TEMOR DO SENHOR, DO QUE GRANDE TESOURO ONDE HÁ INQUIETAÇÃO. Portanto, esta é uma área em que também a esposa do pastor pode ajudar a manter um equilíbrio eficaz.


SOBRECARGA DE COMPROMISSOS: É necessário ter muita cautela nesta área para não dar o passo maior que a perna. Algumas esposas de pastores, na ânsia de agradar a igreja, aceitam cargos e assumem compromissos demasiados, que podem levá-la à estafa ou a não ter tempo suficiente para se cuidar, cuidar dos filhos do esposo e da casa. Deus não nos pede mais do que possamos realizar: TUDO QUANTO TE VIER À MÃO PARA FAZER, FAZE-O CONFORME AS TUAS FORÇAS (Ec 9.10). Se deixarmos que a igreja determine nossa carga horária de trabalho, podemos ser injustas conosco e com nossa família. Por isso, é importante saber dividir o tempo que o Senhor nos presenteia diariamente, mensalmente e anualmente.

Algo que não deve faltar na vida de uma esposa de pastor é uma agenda bem dividida para os seus compromissos pessoais (hora devocional, arrumar cabelos, fazer unhas, caminhar, fazer terapia), familiares (tempo com o esposo para orar, namorar, conversar, sair com os filhos, ensinar tarefas) e eclesiásticos (preparar palestras, reuniões, ensaios, visitações). Cada uma deve fazer sua agenda conforme as necessidades assumidas livre e espontaneamente, para que assim não se sinta esgotada física e emocionalmente.


Essas e outras são ciladas enfrentadas constantemente pelas esposas de pastores. Devemos reconhecer quando essas armadilhas estão nos cercando, e assim, tomarmos posições sábias para que não se instalem em nossas vidas. É muito importante nestes momentos o reconhecimento e a ajuda do esposo-pastor para que ela não se sinta sozinha e marginalizada na hora das lutas. Com certeza, a ajuda dele fortalecerá as forças de sua amada, como também revigorará o casamento, o qual, para caminhar bem, precisa que a singularidade dos cônjuges seja estimulada.

Ser esposa de pastor, sempre foi um grande desafio, em especial pelas expectativas geradas pelas igrejas, mas, ao mesmo tempo, é uma honra caminhar, chorar, sorrir, dormir e acordar ao lado de alguém que foi separado por Deus para ser Seu ministro aqui na terra. Alguém que um dia achou uma mulher que o escolheu e ele a escolheu para estarem juntos, até que a morte os separe. A CASA E OS BENS VÊM COMO HERANÇA DOS PAIS, MAS DO SENHOR, A ESPOSA PRUDENTE. (Pv 18.22). Quem caminha sozinho pode até chegar, mas quem caminha acompanhado chega melhor e mais rápido.


Portanto, é honroso ser esposa de pastor; porém, é impossível exercer esta função sem ter um compromisso sério com Deus, que a fortalece todos os dias e a conforta nas horas de tribulações. É um privilégio acompanhado de responsabilidade para com o Reino e o mundo, pois todo bônus tem seu ônus. Louvado seja Deus que viu em nós, esposas de pastores, capacidade também de cuidar de um rebanho, seja ele pequeno ou grande, mas aquele que o Senhor confiou juntamente com seu marido.






FONTE DE INFORMAÇÕES:

SITE: http://www.cristianismohoje.com.br
AUTORA: Rosélia Nobre Quaresma 

22 agosto 2016

A PARÁBOLA DO FERMENTO - UM REINO CONTAGIANTE

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Em Mateus 13:33 - encontramos sete parábolas dedicadas ao assunto do reino de Deus. A parábola do semeador, do joio, do grão de mostarda, do fermento, do tesouro escondido, da pérola e da rede. Jesus estava ensinado a multidão e também aos discípulos valores, princípios e, especialmente, a abrangência do reino de Deus. Em Lucas 17.20-21 os fariseus interrogaram Jesus sobre quando viria o reino de Deus e Jesus lhes disse que o reino de Deus está dentro de vós. Vamos aprender mais sobre o reino de Deus com a simplicidade de Jesus, usando um elemento muito comum para as pessoas, o fermento:

AS CARACTERÍSTICAS DO REINO DE DEUS

Para falar sobre as características do reino de Deus Jesus usa o método de comparação. Por isso ele usa a expressão "é semelhante...". São figuras que nos ajudam a compreender algo abstrato para nós que somos limitados.

Por que o fermento? Descoberto pelos egípcios tem o poder de transformar seu ambiente, de literalmente contagiar tudo o que toca. Há dois tipos: o biológico (fungos) e o químico (bicarbonato de sódio que reage a altas temperaturas). Através de sua ação e reação gera gás carbônico que irá fazer com que a massa onde ele está sofra crescimento e fique mais leve e macia e com sabor especial.

Jesus usa essa mesma figura de forma negativa, prevenindo os discípulos quanto ao fermento dos fariseus e saduceus (Mateus 16.6 e Lucas 12.1) que era a hipocrisia e a perversidade deles; estava alertando sobre seu poder de contágio.

Vários comentaristas concordam que essa parábola faz uma dupla com a parábola do grão de mostarda. Assim como o pequeno grão gera grande árvore, pequena quantidade de fermento influencia em grande quantidade de massa. Os pequenos começos do reino são importantes e relevantes em nossa vida. Na Bíblia de Jerusalém encontramos o seguinte comentário: "Como o grão de mostarda e o fermento, o reino tem começo modesto, mas grande e repentino desenvolvimento". Precisamos tornar o mundo em que estamos mais leve e macio e com sabor especial.

A ATITUDE DIANTE DO REINO DE DEUS

Sabemos que o reino de Deus é como fermento, tem o poder de influenciar ou contagiar o ambiente. Diante disso precisamos ver qual a atitude certa a ser tomada. Jesus diz que a mulher pega o fermento e esconde na farinha. Nada pior que fazer um bolo e ao final perceber que não colocamos o fermento, fica tudo embatumado (socado, denso, embolado).

O fermento só faz sentido de existir se tiver em contato com a massa; é semelhante a outras figuras como o sal da terra e a luz do mundo do sermão do monte (Mateus 5). Gosto da expressão que Jesus usa "escondeu em três medidas de farinha". Ainda que em número menor, ainda que pareça que vamos sumir no meio da multidão, é lá que devemos estar.

A ABRANGÊNCIA DO REINO DE DEUS


A mulher escondeu o fermente em três medidas de farinha. Isso é muita farinha. Cada medida é estimada em cerca de 13 quilos, ou seja, temos aqui quase 40 quilos de massa. Mais uma vez vemos o contraste entre o pouco fermento e a muita farinha, entre poucos que participam do reino e um mundo todo mergulhado no antirreino.

Porque não duas medidas ou quatro, porque três? Não sabemos ao certo, alguns dizem que Jesus se referia a ação da trindade, outros pensam sobre a ligação com 1 Tessalonicenses 5.23: O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas o fato é que precisamos entender que o reino de Deus uma vez agindo dentro de nós deve influenciar bem mais que a nossa própria vida, deve ser agente de mudança do ambiente em que estamos, da cultura, da educação, da política, do governo, da sociedade. "A comunidade dos cristãos parece desaparecer no meio dos homens. Num segundo momento, porém, ela exerce ação transformadora no seio da sociedade". O fermento não se intimida com o tamanho da massa.

O TEMPO DO REINO DE DEUS

Você há de concordar comigo que somos uma sociedade imediatista, queremos tudo para ontem. Mas a ação do fermento é lenta e quase imperceptível. É necessário esperar um tempo para o fermento reagir e fazer a massa crescer. Minha mãe e esposa usam a expressão "fazer a massa descansar". Precisamos aprender com Jesus, como cristãos precisamos fazer a massa descansar e esperarmos até que o reino de Deus se manifeste e tenha ação completa na vida das pessoas (filhos, marido, esposa, parentes, sociedade). O tempo do reino não é o nosso, mas sua ação é eficaz e garantida.

CONCLUSÃO

Me deu vontade de comer um bom pão caseiro ou um bolinho de chuva. Mas quero concluir destacando a última expressão da parábola: "até tudo ficar levedado". Jesus não se contenta com nada menos que tudo. Tudo em nossa vida deve ser dominado pelo seu reino e devemos influenciar tudo que está à nossa volta. O profeta Isaías disse: ... a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Isaías 11.9). Somente com essa perspectiva podemos orar "Venha o teu reino". O foco deve estar no crescimento da massa.



FONTE DE INFORMAÇÕES:


Site: www.institutojetro.com
Autor: Pedro Leal Júnior
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