24 maio 2016

PASTOR, NÃO NEGLIGENCIE A PRIORIDADE DA ORAÇÃO

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Quando me tornei pastor principal, uma transição do papel de pastor auxiliar em outra igreja, fiquei muito ocupado em minha vida e ministério, mais ocupado do que em qualquer momento anterior. Eu sabia, sem dúvida alguma, o que eu era chamado para fazer. Eu sabia o que deveria estar fazendo. Mesmo assim, semana após semana, eu via coisas que eu deveria estar fazendo sendo espremidas para fora da minha agenda por causa de demandas urgentes. Acima de todo o resto, a tarefa que parecia ser mais espremida para fora era a oração.

E eu não acredito que esteja sozinho nisso. Mais do que qualquer outro aspecto do chamado de um pastor, a oração é o mais difícil de manter. Oração requer tempo. E a oração é normalmente mais proveitosa em um lugar calmo, sem constantes interrupções e distrações. Infelizmente, a oração não virá até você exigindo sua atenção.

Em meio a pessoas querendo seu tempo e tarefas urgentes para completar, gastar tempo em oração é fácil de negligenciar.

Um pastor sabe que ele pregará a cada sete dias, independente de quão ocupado ele esteja. O sermão precisa ser feito e então o tempo é separado para isso. Também há pessoas doentes no hospital cujo sofrimento pesa na sua consciência, de maneira que mesmo que você esteja ocupado, você vai eventualmente arrumar tempo para visitá-las. Funerais acontecem também, e um pastor fica à disposição dos planos da família e da casa funerária. Reuniões de pastores e diáconos são planejadas antecipadamente, e essas se tornam prioridades na agenda pastoral. E mais, outras pessoas dependem dele para estar lá e liderar. Mas nada disso acontece com a oração.

A oração pode pesar em sua consciência, mas ela não está reclamando. Ela permanece na lista de tarefas do dia, mas aqueles por quem não oramos não sabem que estão sendo esquecidos. Enquanto outras demandas roubam nossa atenção, a oração é empurrada para o fim da fila. Muitos pastores, inclusive eu, vão passar semanas após semanas até que eventualmente aquela voz suave e necessária nos chamando para parar e orar vai desaparecendo. Se tempo suficiente passar, a voz da convicção e do desejo desaparecerá. Quando isso acontece, a oração é espremida para fora da sua vida.

Ironicamente, um pastor pode estar tão ocupado cuidando de seu povo que ele nunca arruma tempo para parar e orar por eles.

Pastores, eu sei que suas agendas estão cheias. Eu estou ciente das grandes demandas do seu tempo que pressionam sua consciência. Mas não se esqueça de orar por seu povo essa semana. Ore com seu povo. Separe tempo em um lugar calmo e clame a Deus pelo seu povo. Faça as outras ocupações pastorais esperarem. É seguro dizer que elas são menos importantes do que a oração.




FONTE DE INFORMAÇÕES:

Site: http://voltemosaoevangelho.com/
Autor: Brian Croft 
Tradução: Fabio Luciano.

Revisão: Yago Martins

11 maio 2016

10 DICAS FUNDAMENTAIS PARA LIDERAR EQUIPES DE ALTO DESEMPENHO

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O simples fato de você trabalhar num mesmo departamento com várias pessoas na mesma sala não faz disso uma equipe. Equipe é muito mais do que isso: significa pessoas trabalhando em conjunto, interagindo, respeitando-se e auxiliando-se mutuamente.

Equipes realizadoras e positivas são comandadas por líderes positivos. Entretanto, é preciso entender que equipes eficazes não se formam da noite para o dia. Certos passos importantes devem ser seguidos. Veja as 10 dicas fundamentais.


1.    CRIE UMA MISSÃO COM A EQUIPE

Equipes que entendem o propósito e o objetivo daquilo que estão fazendo são mais comprometidas do que as que não têm esse foco. A missão deve conter uma mensagem inspiradora que expresse o mais profundo propósito do trabalho que está sendo realizado.

2.    FIXE OBJETIVOS E METAS

Uma equipe de sucesso tem pessoas que trabalham nos mesmos objetivos e dedicam-se aos mesmos propósitos. Faça com que o grupo participe na elaboração dos objetivos e metas de sua área de trabalho. Isso acarretará comprometimento e envolvimento do pessoal. Sempre que possível designe as pessoas para o trabalho que gostam de fazer e para o qual tenham aptidão e conhecimento.

3.    ESTABELEÇA AS REGRAS DO JOGO

É uma espécie de contrato psicológico. Dialogue com o grupo e, em conjunto, estabeleça as regras de comportamento e interação da equipe. Assim, você a estará envolvendo na criação de um ambiente de participação e comprometimento que são fundamentais para a maturidade do grupo. As regras de jogo devem incluir necessariamente itens como: espírito de equipe, respeito pelas ideias do outro, confiança mútua, colaboração, diálogo, valores do grupo e criatividade.


É do consultor americano Jon Katzenbach a afirmação: "A noção de que se um fracassar, todos fracassam permeia as equipes de alto desempenho. Profundos compromissos pessoais de cada um para com o crescimento e o sucesso dos colegas é o que mais distingue essas equipes das equipes comuns."


4.    FIXE A AUTONOMIA DO GRUPO

Defina claramente os limites de autoridade e responsabilidade de cada componente da equipe. Isso é feito através da delegação de tarefas. Líderes autênticos delegam tudo o que podem e devem. Eles não delegam TUDO, mas tudo o que podem e devem. E a maior parte das tarefas de um gestor é delegável, porque por mais que você seja produtivo chegará um ponto que será trabalhoso demais fazer tudo sozinho. De todas as ferramentas à disposição do líder, a delegação é uma das mais eficazes porque proporciona o crescimento pessoal e profissional, não só do gestor, como também das pessoas que recebem a delegação, isto é, a equipe. A delegação é um dos instrumentos que mais auxiliam e desenvolvem a competência da equipe.


5.    TREINE A EQUIPE ININTERRUPTAMENTE

Proporcione regularmente (várias vezes por ano) treinamentos ao seu pessoal, pois isso contribuirá decisivamente para a reciclagem e atualização deles faça-os participarem de estágios, cursos, palestras, seminários, assistirem DVDs, dar palestras etc. Não tenha receio de sombra. Invista em você e em sua equipe de trabalho. Todos, inclusive você, crescerão muito com isso. Queira ser lembrado como alguém que ajudou os outros a crescer, em vez de ser apontado como o gestor inseguro que tolheu e boicotou seus liderados.

6. ACOMPANHE OS TRABALHOS


Acompanhe as atividades dos liderados com base no desempenho pré-fixado em comum acordo entre você e cada componente da equipe, conforme mencionado no item dois (objetivos e metas). Não se pode exigir o que não foi acordado nem definido previamente. A avaliação deve levar em conta a qualidade, a quantidade e os prazos concordados.


6.    FORME A EQUIPE COM BASE NOS CONHECIMENTOS

Ao formar a equipe leve sempre em conta os conhecimentos, experiências e habilidades das pessoas. Evite compor um grupo baseado nas personalidades dos indivíduos porque isso pode mais atrapalhar do que auxiliar nos trabalhos. Às vezes o indivíduo é muito simpático, ou então empolgado, ou brincalhão, mas se não tiver os conhecimentos necessários para participar de algum projeto ou atividade, de pouca utilidade será. Também pessoas com personalidades fortes e impositivas têm dificuldade em dialogar e trocar ideias com o grupo. Não significa que você deva isolá-las, pois nem sempre isso é possível em função da realidade que você vive. Mas dê prioridade aos conhecimentos e capacidades de cada um ao compor a equipe, pois é o que manterá o grupo focado e produtivo.


7.    PROMOVA O TRABALHO DE EQUIPE

Estabeleça planos de desenvolvimento profissional para cada um de seus colaboradores e 
faça com que todos se auxiliem mutuamente. Sempre que possível, estimule projetos ambiciosos e faça com que os resultados sejam fruto de um trabalho em conjunto e não, apenas, individual. Faça com que a equipe tenha orgulho de si mesma e terá plantado a semente do compromisso e da produtividade. Bernardinho, o campeoníssimo técnico da seleção brasileira de vôlei, afirma com propriedade: "Não importa o tamanho do seu talento se você é incapaz de fazer parte de um grupo, de uma comunidade, e se você dá mais importância ao "eu" do que ao "nós". 


8.    FAÇA REUNIÕES PRODUTIVAS

Uma das maiores pedras no sapato dos líderes são as reuniões. Poucas ferramentas de otimização do uso do tempo são tão vilipendiadas, tão mal utilizadas e conduzidas com tanto despreparo como a reunião. Minha experiência de consultor tem revelado que a maioria das reuniões são mal lideradas e mal conduzidas, por inexperiência e desconhecimento das regras básicas que as norteiam. Não obstante, poucas ferramentas são tão úteis na busca de eficiência, eficácia e desenvolvimento de equipes como as reuniões bem conduzidas. Se liderar reuniões não é o seu ponto forte, sugiro que faça um bom curso sobre esse assunto.


9.    PROMOVA MAIOR CONVÍVIO

Equipes produtivas e motivadas têm muito tempo de convívio. É importante que os membros do grupo convivam e se conheçam mutuamente porque permite que eles interajam mais, dialoguem, troquem ideias e passem a confiar uns nos outros. Algumas formas de ensejar maior convívio na equipe são: reuniões ordinárias, formação de comitês, trabalho em projetos conjuntos, reuniões para solucionar problemas específicos, happy hour, comemoração de aniversários.


Texto extraído e condensado do livro "O Poder da Liderança", de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora.



FONTE DE INFORMAÇÕES:


Site: www.institutojetro.com
Autor: Ernesto Artur Berg

26 abril 2016

PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO E 400 ANOS DO SILÊNCIO DE DEUS

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Antigamente as Bíblias vinham com quatro páginas em branco, entre os livros do profeta Malaquias e Evangelho de Mateus. Essas páginas em branco simbolizam os 400 (quatrocentos) anos em que Deus permaneceu em silêncio. Mas o que aconteceu exatamente nesse período de 400 anos? Vamos procurar entender de uma forma rápida.

O que significa Período Intertestamentário? Significa “entre os testamentos”. É desta fração de tempo, que durou quatrocentos anos, que a obra se trata. Durante este tempo, os judeus estiveram sob domínio de algumas nações que iremos citar abaixo:

A SOBERANIA PERSA
(450-333 a.C.)

Por volta de um século depois da época de Neemias, o povo judeu ainda se achava sob a tutela da Pérsia. Os monarcas persas tratavam os judeus com especial tolerância, permitindo-lhes adorar livremente a Deus, e observar a Lei de Moisés. Durante este período, houve luta constante entre a Pérsia e o Egito.

Judá, portanto, encontrava-se "entre a bigorna e o martelo", e muito sofria com isso.

A SUPREMACIA GRECO-MACEDÔNICA
(333-323 a.C.)

Alexandre Magno derrotou o exército medo-persa em 333 a.C., tornando a Macedônia na maior potência de seu tempo. Ele estendeu seus domínios até o Egito, Ásia Menor, Babilônia e Pérsia, alcançando inclusive o Norte da Índia. À semelhança dos persas, tratou com tolerância aos judeus. Promoveu o florescimento do idioma e da cultura gregos, e fundou diversas cidades, entre as quais Alexandria, no Egito. Alexandre morreu com a idade de 33 anos, em 323 a.C.. Com ele, morreu também o seu império.

A DOMINAÇÃO EGÍPCIA
(323-128 a.C.)

Depois da morte de Alexandre, seu império ficou sob o governo de quatro de seus generais. A Síria coube a Seleuco; e, o Egito, a Ptolomeu. Por volta do ano 320 a.C., Ptolomeu I passou a dominar a Judéia. Sob essa dinastia, o povo judeu vivia pacificamente. E, assim, a colonização judaica, no Egito, foi incentivada, resultando, entre outras coisas, na tradução do Antigo Testamento para o grego - a Septuaginta.

O JUGO SÍRIO
(198-166 a.C.)
 
Depois de haver permanecido como tributário do Egito por cerca de cem anos, a nação judaica caiu sob o poder dos reis sírios no ano de 198 a.C. Embora estes monarcas hajam inicialmente favorecido os judeus, Antíoco IV Epífanes (175-164 a.C.), encetou a helenização de seus domínios, pois odiava a religião judaica. Antíoco destituiu o sumo sacerdote, proibiu o sacrifício diário no templo, e, sobre o altar de Jeová, erigiu ele um altar a Zeus. Em 168 a.C., a profanação chegou ao clímax, quando predispôs-se a sacrificar um porco sobre o altar. Como se não bastasse, vendeu milhares de famílias judias como escravas.  


A GUERRA DE LIBERTAÇÃO DOS MACABEUS

(166-63 a.C.)

Em 167 a.C., Deus suscitou um libertador na pessoa de Matatias. Este santo e resoluto sacerdote era pai de três filhos que se destacariam com igual valor na história de Israel: Judas, Simão e Eleazar. Com seu exemplo e enérgicas exortações, logrou despertar nos filhos e no povo o ardor pela defesa da fé. Judas destacou-se pelo gênio militar. Ganhou muitas batalhas contra forças superiores, reconquistou Jerusalém, e promoveu a purificação do templo com a restauração do culto a Jeová. E, assim, foi instituída a festa da dedicação para comemorar a retomada da Cidade Santa e da Casa de Deus. Com a morte dos filhos de Matatias, João Hircano, filho de Simão, 135-106 a.C., começou a sobressair-se na administração da Judéia. E o país passa a desfrutar de sua legendária prosperidade.


A INTERVENÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO

(De 63 a.C. aos tempos de Cristo)

O general Pompeu tomou Jerusalém, submeteu a nação judaica e instalou a Hircano II Antípater no poder. Este soberano títere foi sucedido por seu filho, Herodes, o Grande. Depois da batalha de Accio, em 31 a.C., Herodes, o Grande, levou César Augusto a confirmá-lo no governo de toda a Palestina. Herodes tinha uma personalidade mui polêmica. Embora fosse idumeu e possuísse uma alma pagã, esforçava-se por ganhar a simpatia dos judeus. Para tanto, fortificou e embelezou Jerusalém, reconstruiu o templo e ajudava regularmente ao povo. Todavia, era consumadamente cruel. Ordenou a morte do pai, Hircano II, e de sua esposa, Mariane. É também apontado como o principal responsável pela morte de três de seus filhos. Era este o Herodes que reinava na Judéia quando do nascimento de Jesus.

O último do período interbíblico. Roma praticamente “dominou o mundo”, eles eram insaciáveis nas suas conquistas. Eles davam alguma liberdade aos povos vencidos, cada país podia ter seu rei, que é claro, se submetia a Roma. Herodes, filho de Antípater, conquistador da Judeia, foi muito cruel no seu governo sobre a Galileia. Ele não teve coragem de exercer o sumo sacerdócio, pois era estrangeiro. Logo depois, Herodes conseguiu expandir seu reino, e começou a governar sobre todo o território que um dia havia pertencido as doze tribos de Israel, mais a Idumei. Isto incluía a Judeia, a Samaria, a Galileia e a Pereia. Ele tinha grande domínio, mas não respeitou os judeus.

Tudo no tempo de Herodes prosperou, mas seu reino foi muitas vezes manchado por tragédias familiares, mandou matar muitos dos seus para manter-se no poder. Ele procurou encobrir seus crimes restaurando cidades e construindo templos. Herodes mandou destruir o templo erguido por Zorobabel e erguer um maior, estilo greco-romano, todo em pedras brancas. Os judeus se orgulhavam muito, até na época de Jesus, do templo que fora construído por Herodes. Ele veio a morrer com grande agonia e dor.

Herodes foi um pagão, cheio de vícios, inconstante e perverso, mas apesar destas coisas manteve a paz no seu território e seu reinado foi grandioso. Também foi usado por Deus para preparar a vinda do Messias, pois Jesus nasceu em um tempo em que havia paz na Palestina e seu ministério se desenvolveu num ambiente calmo e prospero. Depois da sua morte, o governo ficou para seus filhos: Arquelau governava a Judeia, Idumeia e Samaria; Salomé governava Jânia, Azoto, Fáselo e Ascálon; Herodes Antipas ficou com Galileia e Pereia; Felipe recebeu a tetrarquia de Auranitis e Traconites.

SEITAS POLÍTICO-RELIGIOSAS QUE SURGIRAM NO PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO.

Dentre elas estão os escribas, os fariseus, os saduceus, os essênios, os herodianos, os zelotes, os publicanos e os samaritanos.

OS ESCRIBAS originaram as sinagogas. Eles eram mestres da lei e a preservavam, reuniam um bom número de discípulos que se comprometiam a aprender a interpretação da lei e passa-la adiante. Era responsabilidade deles administrar a lei como juízes do Sinédrio. “Escriba” é o mesmo que “Doutor da Lei”, segundo Josefo. Os escribas que se ocupavam do ensino eram chamados de “rabis” ou “rabinos”.

O termo “escriba” é muito abrangente. Na época de Esdras (capítulo 7) os escribas eram sacerdotes copistas, extremamente cuidadosos, da Torá (Lei de Moisés). Porém, nos dias de Jesus, os escribas eram indivíduos com muito estudo e conhecimento, que dedicavam boa parte de suas vidas ao estudo e instrução da Lei (não necessariamente eram sacerdotes). Interpretavam e ensinavam as Leis de Moisés (chamada de Torá escrita), associadas a alguns princípios jurídicos e culturais (Torá oral ou “Tradição dos antigos” – capítulo 15 de Mateus e capítulo 7 de Marcos).

OS FARISEUS, significa “separado”, talvez receberam este nome porque não queriam ficar juntos do povo com medo de se tornarem imundos. Gostavam de ser chamados de “companheiros” ou “santos”. EXISTIAM DOIS GRUPOS DE FARISEUS, os separatistas e os liberais. Os separatistas se opunham as influências helenísticas na palestina, os liberais eram favoráveis a elas. Os separados lutaram junto com Judas Macabeu nas Guerras Macabeias. Jesus repreendeu muitas vezes os membros deste grupo e os condenou por seus pecados, crimes e hipocrisia. Além da Lei, os fariseus guardavam muitos preceitos de homens, e colocavam essa tradição humana acima da Lei de Deus. De Modo geral, foram eles que prepararam o terreno para que Jesus fosse crucificado. No tempo de Herodes, o Grande, haviam cerca de seis mil fariseus.

Os fariseus geralmente eram indivíduos de uma classe social intermediária. Embora fossem minoria no Sinédrio, eram indispensáveis, pois tinham o apoio do povo judeu. Essa popularidade rendia-lhes muitas conquistas no conselho.

OS SADUCEUS, que eram membros do sinédrio e insistiam mais na prática moral do que no cumprimento da lei cerimonial. Eles acreditavam somente na lei escrita. Negavam tanto a recompensa quanto o castigo após a morte. Negavam a ressurreição. Para eles a alma não existia, com a destruição do corpo tudo estava terminado. Interpretação o Antigo Testamento ao pé da letra. Não criam em anjos nem na existência do céu ou inferno. Havia grande divergência entre os fariseus e os saduceus.

Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígio em Israel, como o de sumo sacerdote. Eram também a maioria no Sinédrio (conselho que julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, na Judéia e em outras províncias). Tinham uma grande preocupação em acatar as decisões de Roma (que dominava Israel no período em questão), dando, muitas vezes, mais importância à política do que à religião. Vale destacar que os saduceus não eram bem vistos pelo povo, já que faziam parte da elite e apoiavam os romanos. Esse grupo deixou de existir após a destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C., já que tinha uma forte tendência política.

OS ESSÊNIOS, Eles tinham uma vida comunitária e familiar. Consideravam-se servos de Deus e não imolavam animais; viviam em aldeias; Não se preocupavam em ajuntar tesouros; Não se interessavam pelo comércio; Não tinham escravos; Eram aplicados na prática moral; Guardavam o sábado; Respeitavam os anciões; Ensinavam a amar todos os homens; Confiavam na força de Deus; Aceitavam a ressurreição a a vida após a morte; Seguiam fielmente a linha do Antigo Testamento.

OS HERODIANOS, eram um partido mais político do que religioso. Eram um com os saduceus em religião. Constituíam uma fraternidade em honra a Herodes. Tinham várias contendas com os fariseus.

OS ZELOTES em termos doutrinários se igualavam aos fariseus, mas tinham muito amor à liberdade e desprezo à própria vida.

DIFERENÇAS ENTRE FARISEUS E SADUCEUS:

Os saduceus eram mais conservadores. Consideravam apenas a Palavra escrita (hoje, o Velho Testamento) como divina, enquanto os fariseus colocavam a tradição oral em igualdade com a mesma.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos, além da existência de anjos e demônios, enquanto os fariseus aceitavam (Atos 23:8).

Apenas os fariseus acreditavam em vida e recompensa/punição após a morte.

Os saduceus defendiam a idéia do livre-arbítrio humano, enquanto os fariseus atribuíam os acontecimentos à vontade de Deus.

Apenas os fariseus defendiam a “Tradição dos Antigos”, considerando-a como o desenvolvimento da Torá escrita.

Percebemos, então, que os fariseus estavam mais próximos dos ensinamentos de Jesus do que os saduceus. Mas, apesar de tantas diferenças, tiveram algo em comum: ambos foram censurados e duramente criticados por Jesus. Os saduceus por desprezarem vários preceitos divinos; os fariseus por considerarem suas tradições tão importantes como a Palavra de Deus.

Porém, muitos membros desses grupos, principalmente fariseus, converteram-se ao Evangelho (Atos 15:5). Embora tenham unido forças para condenar a Jesus, vários deles tornaram-se importantes na disseminação da Palavra de Deus, tendo como exemplo mais conhecido o apóstolo Paulo, que era fariseu.

NÃO SE PODE ESQUECER, AINDA, DE DOIS ACONTECIMENTOS:

Alguns fariseus alertaram Jesus para o fato de Herodes querer matá-lo (Lucas 13:31).

Jesus foi convidado por um fariseu para jantar em sua casa, e assim o fez (Lucas 7:36).

Portanto, devemos nos despir de preconceitos generalizados, principalmente em relação ao grupo farisaico. Temos de aprender com os seus erros, não sendo hipócritas como muitos deles foram (esses é quem foram criticados por Jesus), mas também reconhecer a sua importância para a manutenção da fé judaica até os dias de Cristo. Certamente existiam fariseus sinceros, que preferiam seguir a essência da Lei ao invés de ficarem se exibindo como seguidores fiéis de algumas particularidades do Pentateuco ou de suas tradições.

À MARGEM DOS JUDEUS HAVIAM OS PUBLICANOS E OS SAMARITANOS.

O PUBLICANOS eram uma classe imposta pelos dominadores romanos para lhes coletar impostos, erma muito odiados pelos judeus, pois “tiravam deles para enviar a Roma”, e muitas vezes roubavam do povo.

OS SAMARITANOS também eram odiados pelos judeus, pois eram “judeus misturados”, mas assim como os judeus criam que o Messias havia de vir.

INSTITUIÇÕES JUDAICAS:

O TEMPLO: os judeus se orgulhavam dele, era enorme e majestoso.

A SINAGOGA: significa “congregação”, surgiu no período do cativeiro babilônico, era uma espécie de “mini templo” onde se lia a Torá e se faziam orações. Foram de grande valor para a pregação do evangelho, principalmente para o apóstolo Paulo, que muitas vezes foi convidado para falar em sinagogas.


O SINÉDRIO: significa “a grande sinagoga”. Era inicialmente constituído pela aristocracia sacerdotal, nos dias de Jesus tinha um poder jurisdicional muito grande, abrangia a área civil e criminal. O julgamento de Jesus pelo sinédrio foi ilegal, pois foi feito a noite, horário em que não era permitido.
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