O PRINCIPIO DA ÉTICA CRISTA

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CERTO OU ERRADO? DEPENDE

Um adolescente perguntou ao outro, na escola: “Quem é seu pai?”, o que fez o colega enrubescer e ter dificuldade para responder. É que o rapazinho vive em companhia de sua mãe, que é lésbica, e esta, por sua vez, mora com uma mulher.

Ao rapaz é ensinado que a união de pessoas do mesmo sexo é algo muito natural, normal, e há quem diga que é a forma de amor mais elevada que existe no mundo! Mas, na pratica, esse tipo de relação é ridicularizado por muitas pessoas, o que fez o rapazinho ficar envergonhado. Em torno dessa e de outras questões aflora o conflito entre o que é certo e o que errado.

Neste começo do século XXI, a humanidade esta vivenciando uma era d relativismo exacerbado. O certo e o errado são conceitos que não fazem muito sentido para o homem da era pós-moderna. Tudo depende da pessoa, do tempo e do lugar.

E mais que isso, o individuo é induzido a decidir sobre o que é certo ou errado, a seu critério, de modo individualista e subjetivo a todo o momento. Os programas de TV, por exemplo, “Você Decide”, estão na moda, com grande audiência por parte do público telespectador. Se a questão é posta diante de um ateu, de um dito agnóstico, ou de um religioso não-cristão, talves ele se posicione ao lado dos que acham que tudo deve ser visto de modo natural, sem preconceito, etc.

Uma revista de circulação nacional apresentou extensa reportagem, enfocando duplas de homossexuais, masculinos e femininos, em companhia de crianças por eles adotados, de modo irregular, pois no pais ainda não é legal a adoção e registro de crianças por pessoas do mesmo sexo. Vê-se sem muito esforço que a finalidade da matéria é passar para os leitores a idéia de que o homossexualismo é algo normal e que é perfeitamente natural que, não tendo filhos biológicos, passem a buscar filhos adotivos, com já acontece am alguns paises do chamado primeiro mundo.

Percebe-se que não existe a preocupação seria quanto a formação de uma criança, que é educada numa casa em que não existe a diferenciação entre os sexos, faltando, assim, a figura do pai ou mãe, tão importantes na formação da identidade de uma pessoa. A revista enfatiza que a opinião contrária é preconceito que não deve ser reforçado.

Esse é apenas um dos muitos fenômenos sociais que levam a sociedade a refletir sobre a ética, a moral, os bons ou maus costumes. Outros desafios éticos continuam a se acentuar, tais como o aborto, a eutanásia, a pena de morte, a clonagem de seres humanos e outros que estão surgindo e haverão de surgir.

Contudo, como a ética da sociedade é extremamente relativista, em termos de moral e costumes, o terreno é como um pântano, lodoso e escorregadio, do qual não se sabe onde estão os limites a serem observados. Cumpre-se o versículo em que Deus condena os relativistas do tempo do profeta Isaias, que diziam que o amargo era doce, e que o doce era amargo; que o escuro era claro, e que o claro era escuro – Is. 5:20.

O Cristão, como sal da terra e luz do mundo, tem dificuldade em se movimentar num mundo em que os valores morais estão invertidos. Entretanto, tem a vantagem de não adotar como referencial ético a sociedade sem Deus. 

Enquanto os referenciais do mundo são movediços, instáveis e mutantes, ao sabor do tempo e do lugar, o guia infalível do crente em Jesus é a Palavra de Deus, que é Lâmpada para os pés e luz para o caminho - Sl. 119:105.

Assim, um crente fiel não só deve fazer diferença, mas seu comportamento deve ser um exemplo para a sociedade. É grande responsabilidade, perante Deus, a Igreja e o mundo. Para o crente em Jesus a Palavra de Deus é lâmpada e luz para o seu viver.

VISÃO GERAL DAS ABORDAGENS ÉTICAS

Todas as abordagens éticas partem da necessidade de se responder a questões que envolvem o que é certo e o que é errado. Por exemplo: Mentir é sempre errado? Há situações em que deixar de falar a verdade é justificável para o cristão? O aborto é certo, se uma jovem crente foi vitima de um estupro? 

O posicionamento do cristão, neste inicio de século, não é fácil de ser tomado, face as abordagens e questões éticas contemporâneas. É que, em termos de moral, de conduta, de costumes, que formam as culturas dos povos, o que se vê é um verdadeiro terreno escorregadio e pantanoso, em que não se sabe onde o certo termina, e começa o errado. Os limites da moral estão cada vez mais sendo elastecidos e abolidos. O que era certo há apenas 10 anos, hoje é visto como errado; o que era errado, agora é visto como certo.

O profeta Isaías bem traduziu esse fenômeno, há quase mil anos antes de Cristo, quando bradou: “AI DOS QUE AO MAL CHAMAM BEM E AO BEM, MAL! QUE FAZEM DA ESCURIDADE LUZ, E DA LUZ, ESCURIDADE, E FAZEM DO AMARGO DOCE, E DO DOCE, AMARGO!” – Is. 5:20. 

Isso prova que a humanidade, não obstante o perpassar dos séculos, continua a mesma, em termos de ética e moral, sob o domínio avassalador dos formadores de opinião; principalmente nos tempos pós-modernos, com a influência dos meios de comunicação, notadamente da TV e da Internet, a rede mundial de computadores, que colocam dentro dos lares uma gama imensa de informações, as quais, na maioria dos casos, não permitem ao expectador uma filtragem daquilo que é certo ou errado.

Admitindo que tudo isso seja verdade, como deve o cristão posicionar-se, face às questões éticas e suas abordagens mais comum?

A resposta não pode ser tão simples, mas o cristão tem a vantagem de possuir um código de ética extraordinário, que é a Bíblia Sagrada, por ele aceita como inspirada a revelada por Deus, através do Espírito Santo. Ele pode dizer com ousadia, como fez o salmistas: “LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS É A TUA PALAVRA E LUZ, PARA O MEU CAMINH0” – Sl. 119:105

Pode confiar no que disse Jesus em relação a sua Palavra: “O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR” – Mt. 24:34. - Essa afirmação é fundamental, é alicerce inabalável para o crente em Jesus. Ele sabe que tudo pode passar neste mundo, os homens, as idéias, as coisas, a moral, os usos e costumes, mas as palavras de Jesus não passarão.

O PRINCIPIO DA LICITUDE E DA CONVENIÊNCIA

Na primeira Carta aos Coríntios, vemos Paulo ensinar: “TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA” – I Co. 6:16 - “TODAS AS COISAS ME SÃO LICITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVEÊM” – I Co. 10:23a.

Esse critério orienta o cristão a que não faça as coisas apenas porque são licitas, mas porque são licitas e convêm, à luz do referencial ético que é a Palavra de Deus. Há quem entenda esse principio, argumentando que se podemos fazer algo, é porque é licito. À luz da ética cristã, não é bem assim que se deve argumentar.

Primeiro, diante de uma atitude ou decisão a tomar, é preciso indagar se tal comportamento está de acordo com a Palavra de Deus, se tem apoio nas Escrituras.

Segundo, mesmo que seja lícito, se convém. Por exemplo: é lícito o crente tomar conhecimento de uma falta cometida por um irmão, e dize-la a algumas pessoas? Dependendo do caso, podemos responder que sim. Mas há uma outra indagação: Convém dizer? Essa conveniência envolve não só a licitude em si, mas também a oportunidade de se dizer ou não. Conveniência e oportunidade devem juntar-se à licitude na aprovação ou não de uma atitude cristã.

Testemunhei o caso de um irmão que vendeu um automóvel usado a outro, recebendo a devida importância do comprado, membro da mesma Igreja local. Uma semana depois, o veiculo apresentou grave defeito, “Batendo motor”, como se diz na linguagem dos mecânicos. O comprador diante do prejuízo, procurou o vendedor e reclamou do fato. Este lhe disse que nada tinha a ver com o caso, pois já houvera vendido o veiculo, e que o comprador deveria assumir o dano, pois ocorrera em sua mão. 

Acontece que, o vendedor sabia que o carro esta preste a apresentar o problema, segundo um mecânico que examinara o carro. Mas silenciou quanto a isso, e passou o carro “para frente”, para um irmão seu em Cristo. Com isso, ele não se pautou pela ética da Palavra de Deus, e causou grande mal-estar entre as respectivas famílias.

Fosse o vendedor um verdadeiro cristão, indagaria: “É lícito fazer isso?, e acrescentaria: “Convém a mim, como cristão, agir dessa forma?”. Decerto, se tais perguntas fossem feitas em oração, diante de Deus jamais teriam respostas positivas”.

Interessante é dizer que, tempos depois, o vendedor desonesto sofreu grave acidente em outro veiculo, sofrendo danos materiais e humanos. Não terá sido uma cobrança do Juiz de toda terra? 

Não se deve brincar de ser crente, pois a diz a Bíblia: “NÃO ERREIS: DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ”- Gl. 6:7.

Conforme este principio o cristão deve indagar: “O que desejo fazer é licito? Convém fazer, segundo a Palavra de Deus?”. Se a resposta for positiva, diante da Bíblia, pode ser feito. Se não, deve ser rejeitado. O que é licito e conveniente não fere outros princípios bíblicos.

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