BATISMO EM ÁGUAS

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Cremos no batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro, uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho (Jesus Cristo) e do Espírito Santo, Conforme determinou o Senhor Jesus Cristo. (Mt. 28:19; Rm. 6:1-6 e Cl. 2:12).

O Batismo em águas (o grego baptzõ, “mergulhar”, “submergir”) é uma das ordenanças que Cristo deixou á Igreja (Mt. 28:19). Através do batismo, o novo convertido, que já faz parte do Corpo de Cristo pelo novo nascimento, dá o seu testemunho público. Trata-se, portanto, de uma confissão pública de Fé em Cristo, por intermédio de “Atos e Palavras”, onde o batizando mostra ter aceitado plenamente as verdades da Bíblia Sagrada.

No ato do batismo em águas, o convertido mostra ter morrido para o mundo e renascido para Cristo, para viver agora em “novidade de vida” (Rm. 6:4).

As Águas do batismo não visam limpar os nossos pecados. O novo testamento mostra claramente ser o sangue de Jesus, e não as águas do batismo, o que nos purifica e perdoa. Mediante o sangue de Jesus somos justificados, nossa consciência é purificada e somos redimidos (Rm. 5:9; Hb. 9:14 e I Pd. 1:18-19).

Embora a Igreja católica e algumas denominações evangélicas pratiquem o batismo por aspersão ou efusão, a história e a etimologia do verbo grego “Baptzõ” mostram ser a imersão a forma bíblica.

Apostolo Pedro, ao falar sobre o batismo para “perdão dos pecados” (At. 2:38), usou a mesma expressão grega utilizada por João Batista, quando este afirmou: “E eu, em verdade vos batizo com água, para o arrependimento “ (Mt. 3:11).

O batismo de João Batista não produzia o arrependimento, mas apontava para ele. Assim também a expressão Pedro, “Para perdão dos pecados” significa “por causa do perdão dos pecados” ou “como testemunho de que os vossos pecados foram perdoados”.

Nesse caso, o batismo tornou-se não somente um testemunho, mas um compromisso de viver uma nova vida no poder do Cristo ressuscitado.

Por que Alguém que Confesse a Cristo Não Seria Batizado?  Algumas razões podem estar por trás da falta de batismo de alguns cristãos professos:

1) Ignorância - A pessoa não foi bem instruída quanto ao batismo ou não recebeu nenhum ensino a respeito.

2) Orgulho - Alguns decidem não ser batizados por questões de orgulho espiritual. Para eles, o batismo depois de um longo período sem o devido batismo neotestamentário seria confissão pública de desobediência ou ignorância.

3) Indiferença - Outras pessoas simplesmente não se importam. Compreendem o ensino do Novo testamento acerca do batismo e não são contrarias a ele. Talvez até creiam nele, mas nunca decidem aplica-lo porque, obviamente, não pensam que seja muito importante.

4) Desafio - Tais pessoas recusam-se expressamente a ser batizadas. Na maioria das vezes, estão vivendo em pecado e não se dispões a se colocar diante da congregação e reconhecer publicamente a submissão ao senhorio de Jesus Cristo e a alegria de conhece-lo.

5) Falta de regeneração - Esta última categoria descreve pessoas que não são de fato crentes, portanto não têm a compulsão interna do Espírito Santo que os leve à obediência. Esses desfrutam das bênçãos por estar próximos a igreja, mas não tem o desejo de fazer uma confissão pública.

Qual a História do Batismo?

Onde ele se originou? Como chegamos a ele? O batismo começou nos tempos do Antigo Testamento. O povo de Israel havia recebido as leis, as promessas, os profetas e as alianças de Deus. Eles cultuavam o Deus verdadeiro.

Algumas pessoas das chamadas nações gentias reconheciam isso e queriam se identificar com Israel, de modo a poder adorar o Deus Verdadeiro corretamente. Elas queriam tornar-se judias – não racialmente, pois isso seria impossível, mas religiosa ou espiritualmente. O sistema que lhes permitia fazer isso era chamado cerimônia de “proselitismo”. Esta continha três partes: circuncisão, sacrifício de animais e batismo.

O batismo implicava ser imerso na água. Ele representava o gentio morrendo para o mundo gentílico e, depois, surgindo numa nova vida como membro de uma nova família, num novo relacionamento com Deus. Foi na imersão de prosélitos gentios que o batismo surgiu pela primeira vez na história da redenção.

Agora voltemo-nos para o ministério de João Batista. Seu trabalho como precursor de Cristo era preparar o povo para a vinda do Senhor. Como ele tentou fazer isso? Ele sabia que Cristo seria santo e exigiria justiça, arrependimento do pecado e conversão a Deus. Portanto, batizou as pessoas como um símbolo visível dessa conversão.

Num dia especial, no meio de seu ministério, aconteceu algo maravilhoso: “Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, vens tu a mim? Jesus, porem, respondendo, disse-lhe: Deixe por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu” (Mt.3:13-15).

O que seguiu após o batismo de Jesus? Ele mesmo passou a batizar de acordo com João 4:1, o Senhor estava fazendo e batizando mais discípulos que João Batista. Isso significava que os pecadores que criam nele estavam confirmando a necessidade de morrer e serem sepultados para a vida velha e se levantarem em novidade de vida. Depois que Jesus morreu e ressuscitou, ele ordenou que se fosse por todo o mundo, fizesse discípulos e os batizasse.

Quando a igreja nasceu, três mil creram e foram batizados. Há uma continuidade absoluta no registro histórico do batismo como símbolo da morte do velho e da ressurreição do novo. Isso encontra seu cumprimento maior na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo.

Qual a Relação entre a Imersão e a Salvação?

Alguns dizem que você precisa ser batizado para ser cristão e que se não for batizado não é salvo. Eles estão confundindo o batismo na água e a salvação. Tendo sido salvos, entramos na obediência. No Novo Testamento, vemos o batismo como o indicador imediato e inseparável da salvação. 

No dia de Pentecostes, três mil creram, foram batizados e perseveraram na doutrina dos apóstolos, na oração, na comunhão e partir do pão. Nenhuma perda. Esse é o padrão de Deus e os apóstolos insistiam nisso.

È comum ouvirmos dizer hoje: “Tivemos uma grande campanha evangelística: Três mil foram salvos, 42 foram batizados e dez integraram-se à igreja local”. Que diferença!

O custo do batismo era muito alto na época do Novo Testamento – ostracismo da cultura, perseguição e, as vezes, morte. Somente os sérios em seu compromisso com Cristo pagavam o preço. O batismo portanto, era o sinal inseparável da salvação, como devia ser hoje.

Em Atos 2:37 Pedro diz: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado... para perdão dos pecados”. Isso significa que a água é necessária para lavar o pecado? Não, mas o ato do batismo é o que demonstra aos outros que os pecados foram remidos ou perdoados.

Muitas vezes perguntam:É preciso ser batizado para entrar no céu?” O ladrão na cruz não foi (Lc. 23:39-43). Pode haver circunstâncias que impeçam o batismo, mas se alguém reluta em ser batizado, isso pode ser um sinal de que o coração não esta disposto a obedecer. E um coração desobediente é sinal de que a pessoa não foi regenerada, pois Jesus disse: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (Jo. 14:15) e “Por que chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc. 6:46).

A Bíblia é Contra o Rebatismo.

O Batismo em águas deve ser ministrado uma só vez. É nesse sentido que Apostolo Paulo escreve aos Efésios: “[..] um só fé; um só batismo” (Ef. 4:5).

O Erro do Batismo de Crianças.

A Igreja Católica Romana instituiu o batismo de crianças como um ritual de regeneração.

Ela ensina oficialmente que a água purifica o bebê do pecado original, conferindo-lhe a salvação. Até a Idade Média, eles imergiam todos os recém-nascidos, mas depois passaram a aspergir água sobre eles.

A teologia católica romana declara que o bebê que morre sem ter sido crismado ou batizado vai para o “Limbo dos Inocentes”. Supõe-se que esse seja o lugar em que os bebês vivem para sempre, gozando de algum tipo de felicidade natural, mas sem nenhuma visão de Deus. Diz-se do bebê batizado, porém, que ele se livra dessa condição de segunda classe, indo para outro lugar em que há visão de Deus.

Por que começou a pratica do batismo de crianças? Desde cedo, a Igreja Católica o fez para garantir a inclusão de todos no sistema. Fazendo com que todos fossem “cristãos” desde o nascimento, asseguravam que pertenciam à Igreja e, portanto, estavam sob seu controle.

Em vez de descartar a prática arraigada de batizar crianças, as igrejas reformadas ou fundamentadas na Reformar infelizmente adotaram-na, mas com o tempo ela foi sendo modificada. Elas ensinam que quando os pais cristãos batizam a criança, ela automaticamente torna-se um pequeno membro do povo da aliança de Deus. A realidade é confirmada quando a criança tiver idade suficiente para recitar devidamente o catecismo da Igreja – um rito conhecido por confirmação.

Uma ameaça tanto á igreja romana como à reformada foi um grupo de pessoas que se levantaram dizendo: “Tudo isso está errado: O batismo é apenas para pessoas que conscientemente colocam a fé em Jesus Cristo. O batismo de crianças nada significa aos olhos de Deus”. Esses indivíduos pregaram fielmente o Evangelho e muitos foram convertidos como conseqüência do ministério deles.

Os convertidos que haviam sido batizados quando crianças provaram a realidade da conversão sendo rebatizados como crentes.

Com freqüência perguntam: “Devo ser rebatizado?” Se a pessoa não foi batizada de acordo com o Novo Testamento, ou seja, não foi imersa na água após um entrega total de sua vida a Jesus Cristo – precisa ser rebatizada. Qualquer outro batismo, consciente ou inconsciente, nada significa. 

O Batismo é só para crentes, e deve ser feito o mais rápido possível depois da conversão (Mt. 28:18,19).

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