A QUESTÃO DO DÍZIMO

INTRODUÇÃO

Muitos Cristãos entregam 10% de suas rendas nas Igrejas locais, e não estão qualificados como dizimistas, de acordo com o modelo Bíblico. Pagam como quem paga a impostos ou ofertam em busca de reconhecimento dentro de seu grupo religioso.


Mas como se pode entregar 10% (porcentual que corresponde ao dízimo) e não ser dizimista? No Cristianismo, ser dizimista é muito mais do que o simples fato de entregar parte do seu ordenado. Acima de tudo, é uma questão de Fé.

Para que Deus quer 10% do meu salário, se tudo o que tenho e o que ganho são dádivas de Deus para minha vida?” Muitos cristãos têm se feito essa pergunta.

Nós não dizimamos porque Deus precisa do nosso dinheiro. Antes, fazemos isso porque o dono do nosso dinheiro disse: “TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO...”, Ml. 3:10. Para a doutrina do dízimo no Novo Testamento, seria: “TRAZEI 10% DA TUA RENDA À MINHA IGREJA”, procedimento confirmado por Jesus: “... DEVES TRAZER O DIZIMO...”, Mt. 23:23. Alguém disse: Não importa quanto do meu dinheiro darei para Deus; mas, quanto do dinheiro de Deus reservarei para mim.


DEUS FALA SOBRE A RESTAURAÇÃO

O Devorador Repreendido

O Livro de Malaquias tem muito a nos ensinar e exortar acerca de nossas obrigações para com Deus. Por ser um profeta pós-exílio, a tônica de sua mensagem é única: Chamar o povo ao arrependimento e à espiritualidade apontando, sobretudo, o caminho da restauração e de uma vida prospera.

O povo de Israel quando retornou do cativeiro babilônico para Jerusalém sofreu todos os tipos de pressões, desde a primeira até a ultima leva.

Malaquias, contemporâneo de Esdras e Neemias, é levantado por Deus com uma mensagem de restauração espiritual e material.

Esses dias, em cerca de 400 ª.C., forma notoriamente difíceis e nublados. Os guias religiosos não estavam proclamando nem mantendo as leis de Deus. A casa do Senhor estava sendo despojada da sua glória, dos seus dízimos e das suas ofertas. O povo escolhido estava realizando casamentos mistos com as nações pagãs circunvizinhas e deixando, portanto, de cumprir com suas legitimas responsabilidade. Assim a mensagem de Malaquias os reprovava e desafiava, colocando a situação às claras.

Condição do povo de Israel

O estado de pobreza espiritual que o povo estava vivendo é notado pelas denúncias do profeta Malaquias. Vejamos:

1) Decadência espiritual - Os sacerdotes e os levitas haviam abandonados as leis de Deus. Estava havendo um descomprometimento total dos guias religiosos de Israel com relação aos estatutos do Senhor. No capitulo primeiro de Malaquias, fica patente essa decadência.

2) Decadência Moral - Moralmente, o povo de Deus estava abalado. Malaquias denunciou em alta voz a mistura do povo ao contrair núpcias com mulheres estrangeiras. Leia Esdras 10.

3) Decadência social - Lendo o Malaquias Cap. 2, podemos compreender como estava baixo o nível do povo de Deus. Os homens estavam divorciando-se de suas mulheres para casar-se com as estrangeiras, ou seja, adoradoras de outros deuses. Esse era um problema social serio, que precisava ser denunciado.

Principio para uma restauração espiritual

Do ponto de vista divino, não há substituto para o arrependimento e para a obediência. Quando nações e indivíduos se afastam das leis de Deus e manifestam espírito de rebeldia, o Céu exige nada menos que uma restauração espiritual. Isso significa:

1) Uma restauração espiritual, cujo inicio é o arrependimento - Deus fala através de Malaquias ao povo: “Tornais-vos para mim, e eu tornarei para vos...” (Ml. 3:7b). Arrependimento significa mudança de idéias que conduz a uma mudança de vida. Em essência, é uma volta completa, um retorno com contrição e humildade a um Deus ofendido e entristecido.

2) Uma restauração espiritual perpetuada pela obediência - Malaquias diz: “Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes” (Ml. 3:7a). Deus vinculou a bênção a uma vida de obediência: “... Faze isto e viverás”, (Lc. 10:28). Como se vê, não há nada de legalismo; trata-se de um principio divino de vida e bênção.

3) Uma restauração espiritual baseada na renuncia - Toda restauração exige do individuo renúncia, conforme esta escrito em Pv. 28:13 - “... O que as confessa e deixa alcançará misericórdia”. Deus exigia do povo compromisso – elemento sempre precedido pelo despojamento de alguma coisa.

4) Uma restauração espiritual que exige restituição material - “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro...”, (Ml. 3:10). A Bíblia Sagrada determina que o principio da doação material a Deus é uniforme e absoluto.

Quando entregamos o dízimo, Deus abençoa, e quando retemos, Deus amaldiçoa (Ml. 3:7-10).

Esses são os princípios dos quais não podemos nos afastar, para que tenhamos sucesso financeiro, familiar, profissional, enfim, a fim de que sejamos prósperos em todas as áreas.


Operação Divina

De fato, depois que o povo ou o individuo se convence dos seus maus caminhos e volta-se novamente para Deus, as benção do Senhor começam novamente a ser derramadas (II Cr. 7:14). Observe as promessas divinas contidas na exortação de Malaquias:

1) “...Tornarei para vós” - Deus está pronto a nos perdoar e abençoa com o poder da sua presença. Porque a maior de todas as dádivas é ter a presença gloriosa de Deus conosco.

2) As Janelas do Céu serão abertas - Essa era a maneira antiga de falar sobre o derramamento das bênçãos de Deus. Aos fieis, Ele concederá bênção sem medida.

3) O devorador será repreendido (Is. 59:19) - Eis aqui o fator milagroso nas finanças de quem honra a Deus pelo uso correto e bíblico de seu dinheiro. Quantas pessoas há que estão sendo “devoradas” porque não desfrutam de nenhuma proteção por parte do Senhor no aspecto financeiro de sua vida.

4) A terra será deleitosa - Veja o que Deus prometeu a Israel: “E todas as nações vos chamarão bem-aventuradas; porque vós sereis uma terra deleitosa” (Ml. 3:12). Exatamente isto: prosperidade e felicidade. Mas somente se honrarmos a Deus com as primícias e se formos generosos em nossas ofertas.


O SIGNIFICADO DO DÍZIMO NA BÍBLIA

1) Sentido Literal - Dízimo é o hábito regular pelo qual um Cristão, procurando ser Fiel ao Ensino das Escrituras, separa para Deus, pelo menos dez por cento de sua renda como um reconhecimento das dádivas divinas.

Quando o crente reconhece que tudo o que temos é dádiva de Deus, e que Ele é dono e doador de tudo o que possui, então o crente separa a décima parte de seu rendimento para expressar sua convicção.

Oseías 2:8, 9 - ELA, POIS, NÃO SOUBE QUE EU É QUE LHE DEI O TRIGO, E O VINHO, E O ÓLEO, E LHE MULTIPLIQUEI A PRATA E O OURO, QUE ELES USARAM PARA BAAL. - PORTANTO, TORNAR-ME-EI, E RETEREI, Há SEU TEMPO, O MEU TRIGO E MEU VINHO, E ARREBATAREI A MINHA LÃ E O MEU LINHO, QUE LHE DEVIAM COBRIR A NUDEZ.

I Co. 10:26 - PORQUE DO SENHOR É A TERRA E A SUA PLENITUDE.

2) Sentido Moral - O dízimo é um testemunho da bondade criadora de Deus. Quando entregamos o dízimo provamos a nossa dependência de Deus e de suas bênçãos.

A entrega do dizimo é o reconhecimento à fidelidade de Deus. Quando um crente se recusa a entrega-lo é porque ainda não reconheceu plenamente o Senhorio de Deus.

Esse crente pensa que ele é mesmo dono daquilo que tem. Quando tributamos a Deus como nossos dízimos, estamos reconhecendo, automaticamente, o Senhorio do nosso Deus.

Martinho Lutero certa feita expressou sobre o assunto: “Tudo aquilo que retive em minha mãos perdi; mas o que coloquei nas mão de Deus tenho até o dia de hoje”.

Ora, se tudo pertence a Deus, inclusive o dinheiro, pela sua participação decisiva em nos preservar com saúde e vigor, devemos chegar à mesma conclusão que Davi:

I Cr. 29:13, 14 - AGORA, POIS, Ó DEUS NOSSO, GRAÇAS TE DAMOS E LOUVAMOS O NOME DA TUA GLÓRIA. - PORQUE QUEM SOU EU, E QUEM É O MEU POVO, QUE TIVÉSSEMOS PODER PARA TÃO VOLUNTARIAMENTE DAR SEMELHANTES COISAS? PORQUE TUDO VEM DE TI, E DA TUA MÃO TO DAMOS.


3) Sentido Espiritual - Considere três razões para entregar o dízimo ao Senhor:

a) Reconhecimento pelas bênçãos divinas - Deus é o doador de tudo na vida. O homem pertence a Deus – Gn. 1:27 - CRIOU DEUS, POIS O HOMEM Á SUA IMAGEM, À IMAGEM DE DEUS O CRIOU; HOMEM E MULHER OS CRIOU. A terra pertence a Deus –
Hb. 11:3 - PELA FÉ, ENTENDEMOS QUE FOI O UNIVERSO FORMADO PELA PALAVRA DE DEUS, DE MANEIRA QUE O VISIVEL VEIO A EXISTIR DAS COISAS QUE NÃO APARECEM.

b) Adoração - Faz parte da adoração cristã a contribuição feita pela Igreja para a obra de Deus através dos “dízimos e ofertas”. A Igreja precisa honrar seus compromissos e promover o reino de Deus. Para isso demanda recursos financeiros de seus membros, que devem emprega-los na sua obra com todo desprendimento, sabendo que agindo dessa forma estarão acumulando bênçãos no presente e no porvir.

Gn. 8:20 - LEVANTOU NOÉ UM ALTAR AO SENHOR E, TOMANDO DE ANIMAIS LIMPOS E DE AVES LIMPAS, OFERECEU HOLOCAUSTOS SOBRE O ALTAR. – Lemos que Noé ao sair da arca, após o dilúvio, ofereceu a Deus sacrifícios em Gratidão pela sua salvação e a de sua família.

Gn. 14:20 - E BENDITO SEJA O DEUS ALTISSIMO, QUE ENTREGOU OS TEUS ADVERSÁRIOS NAS TUAS MÃOS. E DE TUDO LHE DEU ABRÃO O DÍZIMO. – A atitude que Abraão tomou diante de Melquisedeque, demonstra sua Gratidão a Deus pela vitória. Essa é, inclusive, a primeira menção bíblica da expressão “Dízimo”, sugerindo que o costume era observado pelos povos primitivos, muito antes da lei.

Gn. 28:20-22 - SE DEUS FOR COMIGO, E ME GUARDAR NESTA VIAGEM QUE EU FAÇO, E ME DER PÃO PARA COMER E VESTES PARA VESTIR, - E EU EM PAZ TORNAR À CASA DE MEU PAI, O SENHOR SERÁ O MEU DEUS; - E ESTA PEDRA, QUE TENHO POSTO POR COLUNA, SERÁ A CASA DE DEUS; E, DE TUDO QUANTO ME DERES, CERTAMENTE TE DAREI O DÍZIMO. – Nesta narrativa, deparamo-nos com Jacó, mais especificamente com o voto que ele fez a Deus, comprovando que a prática das ofertas e dízimos era algo bem comum nas sociedades primitivas.

Fazer Votos a divindades era costume dos povos antigos. Não era pecado fazer voto ou deixar de faze-lo, porém, uma vez feito, presumivelmente expresso com os próprios lábios, um voto se tornava tão seguramente obrigatório como um juramento.

Dt. 23:23 - O QUE PROFERIRAM OS TEUS LÁBIOS, ISSO GUARDARÁS E O FARÁS, PORQUE VOTASTE LIVREMENTE AO SENHOR, TEU DEUS, O QUE FALASTE COM A TUA BOCA.

Biblicamente, aquele que faz um voto a Deus deve se esmerar nos preceitos já estabelecidos pelo Senhor, a fim de cumpri-lo nos seus mínimos detalhes.

Ec. 5:4 - QUANDO A DEUS FIZERES ALGUM VOTO, NÃO TARDES EM CUMPRI-LO; PORQUE NÃO SE AGRADA DE TOLOS. CUMPRE O VOTO QUE FAZES.

c) A Fé - Que valor terá a entrega dos Dízimos sem o exercício da Fé?

Entrega sem Fé é legalismo (tendência a se reduzir à fé cristã aos aspectos puramente materiais e formais das observâncias, práticas e obrigações eclesiásticas) religioso sem fruto.

Quando o crente separa um décimo dos seus rendimentos, deve faze-lo com Fé, em Deus e nas suas promessas, e com Gratidão pela provisão divina. (Jo. 3:16).

A nossa oferta ao Senhor não é de fato uma oferta a Deus. Muito pelo contrário. É, antes de tudo, uma oferta de Deus a nós – pois quem oferta a Deus oferta a si mesmo, na medida em que dar, antes de ser uma graça de nós a outros, é uma graça de Deus a nós.


O DÍZIMO NA BÍBLIA

Definição da Palavra Dizimo.

No Antigo Testamento temos duas (02) palavras:

1) Asar “dez”, “décima parte” - Como o sentido de dízimo aparece por sete vezes: Gn. 28:22; Dt. 14:22; 26:12; I Sm. 8:15, 17; Ne. 10:37, 38. A Raiz original desse termo significa “acumular”, “crescer”, “ficar rico”. Daí proveio à idéia de acumular um décimo.

2) Ma’aser - “décima parte” - Palavra usada por trinta e duas vezes, conforme se vê em
Gn. 14:20; Lv. 27:30-32; Nm. 18:24, 26; Dt. 12:6, 11,17; II Cr. 31:5, 6,12; Ne. 10:37, 37; Am. 4:4; Ml. 3:8, 10.


No Novo Testamento há duas formas verbais e uma nominal, a saber:

1) Dekatóo - “dar uma décima parte”, “dizimar”, que aparece somente por duas vezes: Hb. 7:6, 9.

2) Apodekatóo - “dar uma décima parte”, “dizimar”, e que no grego é uma forma composta da primeira, e que figura por três vezes: Mt. 23:23; Lc. 11:42 e Hb. 7:5.

3) Dekáte - “décimo”, uma forma ordinal, usada apenas em Hb. 7:2, 4,8,9.

O dízimo é a “décima parte” de alguma coisa. Por exemplo, se falamos no dízimo do tempo, estamos nos referindo à décima parte do tempo disponível. Logo, se dividirmos o dia (24 horas) por dez acharemos a décima parte, isto é, o dízimo do nosso tempo, que são duas horas e 40 minutos.
Será que dedicamos este tempo para Deus todos os dias?

Gostaria de explicar a prática do dízimo e das ofertas, bem como salientar, o que ela jamais deve vir a se tornar e qual o sentido correto da contribuição cristã.
Observemos, então, que a contribuição:

1) Não pode ser o alívio de um peso obrigatório, sob pena de juízo se não a entregarmos;

2) Não deve ser um desconforto emocional, nem tampouco um martírio de que precisamos logo nos livrar;

3) Não deve ser encarada dentro da estreita perspectiva do “toma-lá-dá-cá”;

4) Não deve ocorrer sob o efeito de falsas motivações, tais como: contribuir por medo como para quitar algum carnê da casa própria ou como diz certo escritor, por medo de ter o nome anotado no SPC do Céu ou como se estivesse pagando uma mensalidade;

5) Não deve ser vista como uma esmola ou uma ação de caridade;

6) Não deve ser compreendida como a cesta da “pobre velhinha”, onde se joga qualquer moeda, dinheiro rasgado, amassado, enfim, de qualquer maneira. Na verdade, tudo isso é abominável a Deus.

O Dízimo é antes da Lei

O dízimo existe desde a criação do homem. É uma prática que tem a sua origem no reconhecimento de que tudo pertence a Deus.

A história os povos primitivos mostra que a prática de dar à divindade uma parte das rendas é comum a toda a humanidade. Podemos observar que o justo Abel reconheceu este dever e prontamente “trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura uma oferta ao Senhor!” (Gn.4:4).

A Palavra “primogênito” neste sentido pode significar “primícias”, ou seja, o melhor de uma porção. Em linguagem hodierna, Abel trouxe seu dízimo ao Senhor.

Abraão exemplifica os crentes dizimistas de todos os tempos. A menção do “dizimo”, dentro do episódio que marcou seu encontro com o monarca Melquisedeque, mostra-nos que se tratava de uma instituição mais antiga que a da legislação mosaica do Antigo Testamento (Gn. 14:20). Por aquela ocasião, todos os descendentes de Abraão pagaram dízimo a Melquisedeque, pois ele representava, por assim dizer, a nação inteira.

Pelo que também todos os descendentes de Abraão (segundo a fé) devem pagar seu dízimo a Cristo (que cumpre o tipo simbólico de Melquisedeque), tal como o próprio Abraão pagou dízimo a Melquisedeque.


Incorporado à Lei

O dízimo não foi instituído por Moises; e, sim, por Deus. É uma lei moral, espiritual e física a que os homens estão sujeitos. Por expressa ordem divina, ele é intercalado na lei de Moises, porque, como já vimos, existe muito antes de Moises.

O Novo Testamento, por exemplo, fala 97 vezes em dinheiro. Moises sistematizou a prática do dízimo para Israel, mais ou menos assim:

Primeiramente, havia o dízimo para sustentar os levitas encarregados das coisas sagradas dentro e fora do tabernáculo (Nm. 18:20-32; Ne. 12:44).

O segundo dízimo, ou o dizimo festivo, era para pagar as despesas de transportes e de comidas dos adoradores que assistiam as grandes solenidades judaicas (Dt. 12:5-18).

O terceiro dízimo era destinado ao sustento dos pobres e dos estrangeiros (Dt. 14:22-29). Esse dízimo era pago com base no decorrer de três anos.

Josefo diz distintamente que uma décima parte deveria ser dada aos sacerdotes e levitas; que a outra décima parte era destinada a saldar as despesas das festividades religiosas de Jerusalém, e que uma terceira décima parte deveria ser dada aos pobres.

Assim, o primeiro dízimo era chamado o dízimo do dever; o segundo, o dízimo da gratidão e o terceiro, o dizimo da caridade.


O Dizimo no Novo Testamento

A pratica do dizimo pelo povo de Deus é anterior à Lei. Como já vimos, ela apenas o incorporou aos seus preceitos. Entretanto, o dízimo passou a ter uma nova perspectiva na Graça. O principio de que Deus é o verdadeiro dono do que temos, e a Ele tudo pertence, inclui o dizimo.

a) A exemplo de JesusJo. 13:15 - PORQUE EU VOS DEI O EXEMPLO, PARA QUE COMO EU VOS FIZ, FAÇAIS VÓS TAMBÉM. Jesus deu uma nova dimensão à mordomia das finanças. Ele destacou primordialmente a necessidade de ter o coração desprendido dos bens materiais.

Mt. 6:33 - BUSCAI, POIS EM PRIMEIRO LUGAR, O SEU REINO E A SUA JUSTIÇA, E TODAS ESTAS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS. (Lc. 12:15,21; I Tm. 6:16-19). Observe o preceito da mordomia estabelecida por Jesus nos seguintes textos (Mt. 6:19-21, 33; Lc. 6:38; Atos 20:35).

b) O exemplo da Igreja Primitiva -
Atos 4:32 - DA MULTIDÃO DOS QUE CRERAM ERA UM O CORAÇÃO E A ALMA. NINGUEM CONSIDERAVA EXCLUSIVAMENTE SUA NEM UMA DAS COISAS QUE POSSUIA; TUDO POREM, LHES ERA COMUM.

II Co. 8:7 - COMO, PORÉM, EM TUDO, MANIFESTAIS SUPERABUNDÂNCIA, TANTO NA FÉ E NA PALAVRA COMO NO SABER, E EM TODO CUIDADO, E EM NOSSO AMOR, PARA CONVOSCO, ASSIM TAMBÉM ABUNDEIS NESTA GRAÇA.

Sem duvida, o derramamento do Espírito Santo nos primórdios da Igreja quebrou as amarras da avareza e do egoísmo, e os crentes contribuíam alegremente com tudo quanto tinham. Um crente realmente avivado tem o coração aberto para doar e cooperar.

É isso o que vemos na Bíblia e na história dos avivamentos. Após o dia de Pentecostes, a Igreja promoveu um atendimento filantrópico aos necessitados. Impulsionados pelo Espírito Santo, aqueles primeiros crentes se uniram e reconheceram a necessidade da mordomia e, diz a Bíblia: “TINHAM TUDO EM COMUM” (Atos 4:32-35).

c) O sustento do Ministério cristão – Paulo declara e ensina a Igreja em Corinto acerca do direito de sustento dos que trabalham no ministério cristão, isto é, que vivam no ministério.
Destaca também, que o principio do sustento do ministério sacerdotal na dispensação da Lei é o mesmo na dispensação da Graça.

I Co. 16:1, 2 - ORA, QUANTO À COLETA QUE SE FAZ PARA OS SANTOS, FAZEI VÓS TAMBÉM O MESMO QUE ORDENEI ÀS IGREJAS DA GALACIA. - NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA, CADA UM DE VÓS PONHA DE PARTE O QUE PUDER AJUNTAR, CONFORME A SUA PROSPERIDADE, PARA QUE SE NÃO FAÇAM AS COLETAS QUANDO EU CHEGAR.

Mt. 10:10 - NESTA VIAGEM NÃO LEVEM SACOLA, NEM UMA TÚNICA A MAIS, NEM SANDALIAS, NEM BENGALA PARA SE APOIAR, POIS O TRABALHADOR TEM O DIREITO DE RECEBER O QUE PRECISA PARA VIVER.

Gl. 6:6 - A PESSOA QUE ESTÁ APRENDENDO O EVANGELHODE CRISTO DEVE REPARTIR TODAS AS SUAS COISAS BOAS COM QUEM A ESTIVER ENSINANDO.

Hb. 13:16 - NÃO DEIXEM DE FAZER O BEM E DE AJUDAR UNS AOS OUTROS, POIS SÃO ESSES OS SACRIFICIOS QUE AGRADAM A DEUS.

POR FIM, O QUE É O DIZIMO E QUAL O SEU OBJETIVO?

Representando meu salário trinta dias do meu tempo, da minha existência, na verdade ele contém uma parcela da minha vida. Assim, o que eu ofertar desse salário será um pouco de mim mesmo que estarei ofertando. Será importante, pois, saber o que será feito desse pedaço de mim.

"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16:15).

Evangelizar é a primeira e principal missão da Igreja. Ordenados ou não, se somos parte dessa Igreja, membros do corpo de Cristo, cuja cabeça é Cristo, então essa missão é de todos nós, herdada no batismo e individualmente assumida na conversão.

Mas Jesus torna-nos também responsáveis por nossos irmãos. "Amai-vos uns aos outros", diz Ele. "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos", completa (Jo.15:12-13).

E ainda nos coloca em xeque em relação às atitudes que tivermos perante os mais desvalidos, com fome, com sede, com frio, doentes, aprisionados: "...todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (Mt. 25:31-40)."...A toda a criatura" - quer dizer, uma missão sem fronteiras, para além dos limites, uma Igreja verdadeiramente missionária.
Como Apostolo Paulo e os outros apóstolos, e muitos missionários, obreiros e todos como membros desse corpo, devemos contribuir para que a obra de evangelização prospere e se irradie.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de vida de cada um de nós, ofertado a Deus, vai permitir que Ele se manifeste através da Igreja, pela proclamação de Sua palavra, pela Unidade da Igreja, pelo socorro aos carentes, pelo trabalho missionário.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, proverá o sustento do ministro ordenado, possibilitará a compra de material didático, de material de uso diverso na igreja, cobrirá os gastos com impostos, taxas e na limpeza, conservação e embelezamento do templo. É a dimensão do dízimo.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, comprará remédios para os doentes que procuram a igreja, cestas básicas para as famílias carentes, sustentará cursos para a edificação da igreja. É a dimensão social.

De tudo que a igreja recebe, entre dízimo e ofertas, também daí sai um dízimo: o dízimo ministerial, orientado para a manutenção ministerial. É o dízimo missionário


CONCLUSÃO

O crente Fiel não contribui simplesmente porque é uma ordenança bíblica, mas também porque sente prazer em contribuir para manter a obra do Senhor. O dizimo é uma forma de Gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas e re conhecimento por sua Soberania sobre nossas vidas e posses.

A Gratidão é o Clímax de toda a contribuição Cristã. Quando Deus opera de tal modo no coração do homem que sua contribuição financeira transforma-se em um Ato de Adoração, então pode-se dizer que, verdadeiramente, esse coração tem experimentado a Graça de contribuir.

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